and, when I was through
I filled up my shoe
and brought it to you.
and you, you took me in,
you loved me then
you didn't waste time.
and I, I never took much,
I never asked for your crutch.
now don't ask for mine
terça-feira, 22 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
citando H.H.
- Pode ser que seja assim, sou igual a ti. Tampouco sabes amar. De outra forma, nunca serias capaz de fazer do amor uma arte. Possivelmente, criaturas como nós não poderão jamais amar. Os outros homens, por tolos que sejam, têm essa faculdade. Nisso reside seu segredo.
domingo, 20 de março de 2011
citando Neruda
Peixe Preso Dentro do Vento
Tu perguntas
o que uma lagosta tece lá embaixo com seus pés dourados?
Respondo que o oceano sabe.
E por quem a medusa espera em sua veste transparente?
Está esperando pelo tempo, como tu.
'Quem as algas apertam em seu abraço...', perguntas
'mais firme que uma hora e um mar certos?' Eu sei.
Perguntas sobre a presa branca do narval
e eu respondo contando como o unicórnio do mar,
arpado, morre.
Perguntas sobre as plumas do rei-pescador
que vibram nas puras primaveras dos mares do sul.
Quero te contar que o oceano sabe isto:
que a vida, em seus estojos de jóias,
é infinita como a areia incontável, pura;
e o tempo, entre uvas cor de sangue
tornou a pedra dura e lisa encheu a água-viva de luz,
desfez o seu nó, soltou seus fios musicais
de uma cornicópia feita de infinita madrepérola.
Sou só a rede vazia diante dos olhos humanos na escuridão
e de dedos habituados à longitude
do tímido globo de uma laranja.
Caminho como tu, investigando a estrela sem fim
e em minha rede, durante a noite, acordo nu.
A única coisa capturada é um peixe preso dentro do vento.
Tu perguntas
o que uma lagosta tece lá embaixo com seus pés dourados?
Respondo que o oceano sabe.
E por quem a medusa espera em sua veste transparente?
Está esperando pelo tempo, como tu.
'Quem as algas apertam em seu abraço...', perguntas
'mais firme que uma hora e um mar certos?' Eu sei.
Perguntas sobre a presa branca do narval
e eu respondo contando como o unicórnio do mar,
arpado, morre.
Perguntas sobre as plumas do rei-pescador
que vibram nas puras primaveras dos mares do sul.
Quero te contar que o oceano sabe isto:
que a vida, em seus estojos de jóias,
é infinita como a areia incontável, pura;
e o tempo, entre uvas cor de sangue
tornou a pedra dura e lisa encheu a água-viva de luz,
desfez o seu nó, soltou seus fios musicais
de uma cornicópia feita de infinita madrepérola.
Sou só a rede vazia diante dos olhos humanos na escuridão
e de dedos habituados à longitude
do tímido globo de uma laranja.
Caminho como tu, investigando a estrela sem fim
e em minha rede, durante a noite, acordo nu.
A única coisa capturada é um peixe preso dentro do vento.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Há um samana em minha rua
Há um samana em minha rua
Seus olhos, diamantes primitivos,
Impenetráveis
De ruas que transpusera Flora,
Rainha dos ensejos de acasos,
De transeuntes estrelas
Em seu universo
Bordado de infinito.
Quando homens trajados de praia
Morriam de saudade
Morreriam amiúde,
De sede e fadiga
À espera do mar
Seus olhos, diamantes primitivos,
Impenetráveis
De ruas que transpusera Flora,
Rainha dos ensejos de acasos,
De transeuntes estrelas
Em seu universo
Bordado de infinito.
Quando homens trajados de praia
Morriam de saudade
Morreriam amiúde,
De sede e fadiga
À espera do mar
daydream
my dreams are little wishes
that just forgot to go away
Some birds in their cages
only wishes a beach or bay
that just forgot to go away
Some birds in their cages
only wishes a beach or bay
domingo, 16 de agosto de 2009
domingo
os cantos úmidos esquecidos pela luz
e quando ela caia no sono
eu abotoava meu sobretudo e amarrava meus sapatos
sentado esboçava na janela embaçada
o seu braço caído sob a cama
e sempre que me dizia adeus
subitamente acordada pelo leve ranger da porta
um breve sorriso involuntário fazia-se perceber
em algum lugar, em Denver ou El Paso
morria um homem a cada segundo
daquele sorriso.
e quando ela caia no sono
eu abotoava meu sobretudo e amarrava meus sapatos
sentado esboçava na janela embaçada
o seu braço caído sob a cama
e sempre que me dizia adeus
subitamente acordada pelo leve ranger da porta
um breve sorriso involuntário fazia-se perceber
em algum lugar, em Denver ou El Paso
morria um homem a cada segundo
daquele sorriso.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Sue andou decidida com a garrafa na mão
Completou três copos
No Jukebox Scarlet cantava Tom
Ele nem a olhou,
Só ergueu a cabeça enquanto virava
De um só gole, sem ofegar.
Tirou do bolso uma nota de 20
Levantou-se decidido,
Ainda digno, soltou algo como um sussurro:
“ Não deixe nunca que uma mulher acabe com a sua vida “
Seus pés, locomotivas prestes do abismo seguiram no trilho,
Retirou do cabide o sobretudo cinzento, sem sequer olhar para trás.
A rainha completava 68 anos
Enquanto Serge Gainsbourg
Assinava a canção de despedida
Completou três copos
No Jukebox Scarlet cantava Tom
Ele nem a olhou,
Só ergueu a cabeça enquanto virava
De um só gole, sem ofegar.
Tirou do bolso uma nota de 20
Levantou-se decidido,
Ainda digno, soltou algo como um sussurro:
“ Não deixe nunca que uma mulher acabe com a sua vida “
Seus pés, locomotivas prestes do abismo seguiram no trilho,
Retirou do cabide o sobretudo cinzento, sem sequer olhar para trás.
A rainha completava 68 anos
Enquanto Serge Gainsbourg
Assinava a canção de despedida
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